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Diadema faz acordo com União para pagamento de dívida de R$198 milhões

O prefeito de Diadema, Taka Yamauchi, e o secretário de Finanças, José Luiz Gavinelli, apresentaram, nesta quarta (15), o acordo firmado com a União, que possibilitou a revisão de um contrato de refinanciamento de dívidas. O débito, que inicialmente era de R$ 36,9 milhões, chegou a R$ 958 milhões, um crescimento de 2.496%.

O acordo firmado com o Banco do Brasil e a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) reduziu a dívida em 79,3%, passando de R$ 958 milhões a R$ 198 milhões, possibilitando uma economia de R$ 760,5 milhões aos cofres públicos de Diadema.

“Éramos a segunda cidade mais endividada do país. Conseguimos uma redução histórica, de R$ 959 milhões para R$ 198 milhões, uma redução de 79% da nossa dívida junto à União. Voltamos a ter capacidade de falar em investimentos”, disse Taka.

Taka Yamauchi e José Gavinelli

De acordo com o secretário de Finanças, por anos, os pagamentos eram realizados via liminares judiciais concedidas desde 2007, com parcelas mensais de apenas R$ 217 mil, enquanto o saldo principal crescia com correção monetária integral. A qualquer momento, a suspensão judicial poderia desencadear o sequestro das cotas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

“Era uma dívida complicada, porque uma grande parte estava vencida. Precisaríamos de pelo menos 6 anos de FPM (Fundo de Participação dos Municípios) para pagar. Podíamos acordar a qualquer momento com sequestro de arrecadação e foi o que aconteceu em dezembro de 2024 e em janeiro de 2025”, comentou Gavinelli.

A dívida será paga em 300 meses. “Nosso sonho é que as receitas e as despesas se equiparem. Isso seria uma grande vitória. Lutamos para isso”, disse Taka.

Para atingir o equilíbrio fiscal, o secretário de finanças afirmou que a prefeitura seguirá atuando em várias frentes. “Queremos combater a inadimplência, vamos levantar as empresas que estão em Diadema, mas não constam em nosso cadastro. Também vamos rever a cobrança dos impostos, pois há empresas que pagam somente o imposto territorial, mas estão instaladas em prédios de três andares e no cadastro constam como terreno. São algumas das ações que estamos implantando, vamos fiscalizar para chegarmos ao equilíbrio fiscal”, afirmou o secretário.